Um dia após o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, dizer que a Fundação Nacional do Índio (Funai) seria incorporada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (04), que o órgão deverá ficar sob o guarda-chuva do novo Ministério da Cidadania.
De acordo com o presidente eleito, o Ministério da Cidadania agregará, ainda, as áreas de desenvolvimento social, esporte e cultura, sob comando do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS).
“A Funai vai para algum lugar. Para a Agricultura, acho que não, pode ir lá para a Ação Social [em referência ao Ministério da Cidadania]”, afirmou o presidente eleito em entrevista coletiva.
Segundo a “Agência Brasil”, na reunião que teve mais cedo com a bancada de deputados do MDB, Bolsonaro disse, de acordo com relatos, que pretende rever a política de demarcação de terras indígenas e áreas quilombolas no país.
Meio Ambiente
O presidente eleito defendeu ainda uma nova política ambiental e voltou a criticar a demora na concessão de licenças para empreendimentos de infraestrutura e do agronegócio.
“O Ministério do Meio Ambiente tem a ver com tudo, não apenas com meio ambiente, obviamente. Mas tem a ver com a infraestrutura, as licenças, tem a ver com a questão do agronegócio.”
Em seguida, Bolsonaro acrescentou: “Você quer fazer uma PCH [pequena central hidrelétrica], não pode levar oito anos e quem sabe conseguir uma licença. Isso tem que ser de forma mais rápida. O [ministério do] Meio Ambiente vai se enquadrar à realidade da necessidade do povo brasileiro e do meio ambiente”.