Brasil aumenta produção de bioeletricidade em 2018

A biomassa ofertou 17.356 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), crescimento de 11% em relação ao produzido em igual período do ano passado, segundo dados União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) feito a partir de dados preliminares da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“O aumento foi favorecido pelo clima seco observado desde o início desta safra, o que ajudou na colheita da cana e, por consequência, na obtenção da biomassa para a geração de bioeletricidade. Contudo, ao final deste ano, este percentual poderá variar em função do esperado encerramento antecipado da moagem de cana pelas usinas do Centro-Sul”, destaca, em nota, o gerente em Bioeletricidade da UNICA, Zilmar de Souza. 

De acordo com o levantamento da UNICA, a oferta de bioeletricidade entre janeiro e agosto deste ano representou 4,7% do consumo nacional de energia elétrica. O percentual pode atingir até 8% nos meses em que o ritmo da colheita da cana avança no Centro-Sul, de março a outubro.

Ainda, de acordo com Zilmar, essa energia renovável da bioeletricidade ofertada para o SIN, de janeiro a agosto de 2018, foi equivalente a ter evitado a emissão de mais de 5 milhões toneladas de CO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 36 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos. Também por conta da geração acontecer no período seco do sistema, foram economizados 12% da água dos reservatórios hidrelétricos do principal submercado do setor elétrico, o Sudeste/Centro-Oeste, responsável por quase 60% do consumo nacional. Nesta terça-feira (dia 18), os reservatórios nessa região operaram com menos de 25% de sua capacidade.