O consumo de calcário agrícola no estado de São Paulo cresceu 30,7% no ano passado. Segundo o Sindicato das Indústrias de Calcário e Derivados (Sindical), a alta foi impulsionada pelo setor sucroalcooleiro, seguido pela citricultura.

No total, São Paulo consumiu mais de 4 milhões de toneladas de calcário em 2016, sendo a indústria paulista a responsável pela produção de 3,2 milhões de toneladas utilizadas pelo Estado.
Hoje, o Brasil consome cerca de 31 milhões de toneladas de calcário por ano. Número ainda pequeno, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal). A entidade estima que, de acordo com a área agriculturável do país, esse valor pode ser dobrado facilmente. Por isso, reivindicou ao governo federal atenção especial com a calagem dos solos sob argumento que é uma questão de economia nacional, já que as terras brasileiras apresentam maior acidez.
Utilizado para controlar a acidez do solo, o calcário agrícola favorece o desenvolvimento das raízes e facilita a utilização dos nutrientes e dos adubos pelas plantas. A Abracal ainda argumenta que o investimento é baixo e totalmente nacional, enquanto fertilizantes NPK são importados, tem elevado custo e, quando incorporados ao solo ácido, tem desperdício superior a 30%.