Casos de coronavírus em frigoríficos norte-americanos voltam a subir

Frigoríficos dos Estados Unidos voltaram a registrar aumento de casos de coronavírus entre funcionários, segundo destaque da imprensa internacional, colocando à prova as medidas adotadas pela indústria desde a retomada dos trabalhos, segundo representantes dos funcionários, após fechamento de várias unidades no início da pandemia.

Segundo dados do estado da Georgia, maior produtor de frango nos EUA, os casos totais somavam até ontem (02) mais de 87,7 mil pessoas, uma semana atrás eram 71,09 mil. As mortes alcançaram mais de 2,84 mil pessoas. Outros estados produtores de aves como Alabama, Arkansas e Carolina do Norte também tiveram aumento de casos.

Nas últimas semanas, a indústria norte-americana de carne voltou aos níveis de produção de antes da pandemia do coronavírus. Os trabalhos estão sendo feitos com medidas rígidas de segurança para proteção dos funcionários, com investimentos bilionários pelas empresas, segundo a imprensa internacional.

Ainda assim, entidades que representam os trabalhadores questionam que o aumento de casos coloca à prova as medidas feitas até o momento, como medição de temperatura, divisórias plásticas nas linhas de produção, além de equipamentos de segurança e pagamentos extras para que os funcionários retomassem as atividades.

O Sindicato de Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos, que representa o setor frigorífico, estima que 30% dos funcionários do setor ainda seguem em casa e que não parece que a situação tenha melhorado. O Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Comércio e do Setor de Alimentos estima que 65 trabalhadores de frigoríficos morreram em decorrência da pandemia nos EUA e mais de 4 mil foram contaminados.