Os casos do novo coronavírus no mundo ultrapassaram nesta sexta-feira (06) a marca de contágio de 100 mil pessoas. Na China, epicentro do surto, os números têm reduzido, mas seguem avançando pelo mundo e os mercados financeiros reagem com quedas no petróleo, Ibovespa, Dow Jones, S&P 500, além de reflexo nas commodities agrícolas.
Um levantamento da DATAGRO, com base em dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mostra que no comparativo diário entre quarta (04) e quinta-feira (05), o avanço nas mortes acumuladas e casos confirmados estava em cerca de 3% em ambas as análises. No Brasil, nove casos foram confirmados até o momento. O coronavírus Covid-19 está presente em 95 países e territórios.
A taxa de mortalidade (mortes/casos) acumulada está praticamente estável em 3,44% nos últimos dias. Na China, os novos casos caíram para cerca de 100 pessoas nas últimas verificações, mas se aproxima de 3 mil diariamente em todo o mundo.
Os mercados globais temem os reflexos na economia à medida em que empresas ficam fechadas, assim como escolas, além de eventos e voos que são cancelados. O Federal Reserve (Fed) chegou a cortar nesta semana as taxas de juros em medida emergencial pela primeira vez desde 2008, podendo incentivar outras instituições a fazerem o mesmo.
Nos Estados Unidos, 14 pessoas morreram até o momento, segundo a OMS, e o Congresso do país planeja aprovar recursos de mais de 8 bilhões de dólares. A Califórnia decretou estado de emergência na quinta-feira por conta da primeira morte ser anunciada nesse que é o estado mais populoso dos EUA.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse na quinta-feira que a atual situação “poderá se transformar em pandemia” e pediu que as nações ao redor do mundo não desistam dos esforços, uma vez que há países que têm mostrado que o vírus “pode ser contido”.
Mercados
A escalada de preocupação global com o novo coronavírus causa nova queda nos mercados globais nesta sexta-feira. No Brasil, por volta das 11 h 30 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 3,72%, a 98.396 pontos, e o dólar ante o real operava em alta de 0,02%, a R$ 4,6520 na venda.
O petróleo WTI caía 3,81%, a US$ 44,15/barril, e o Brent perdia 3,48%, a US$ 48,25/barril. O índice Dow Jones Industrial registrava perda de 2,95%, a 25.349 pontos, nos Estados Unidos, e o S&P 500 perdia 2,79%, a 2.939 pontos.
No mercado de commodities agrícolas, os futuros da soja registravam na Bolsa de Chicago (CBOT) queda de 0,64%, a US$ cents 891,25/bushel no contrato de maio, dentre outros fatores, acompanhando o coronavírus. O milho caía 0,52% no mesmo vencimento, a US$ cents 379,75/bushel e o trigo perdia 0,72%, a US$ cents 515,00/bushel.
O café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) caía 1,35% no contrato de maio, cotado a US$ cents 109,85 por libra-peso e o açúcar no mesmo vencimento subia 0,07%, a US$ 13,42 c/lb.
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