Em discurso no Palácio do Planalto, no lançamento do Plano Safra 2017/18, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, disse que a entidade esperara mas recursos e um corte maior nos juros. “Mas temos de fazer a agricultura com o que nós dispomos”, ressaltou.
Segundo o dirigente, há a necessidade de “um horizonte mais longo para os planos agrícolas” que tradicionalmente se restringem a um ano-safra. “É hora de partirmos para planos plurianuais mais compatíveis com o planejamento real das propriedades rurais, que precisam de maior previsibilidade.”
Além disso, de acordo com Martins, é preciso, ainda, avançar na modernização da própria política agrícola, “que deveria conter mais instrumentos de mitigação de risco, como o seguro rural”.
Na avaliação do dirigente, como a cada ano o produtor introduz inovações e técnicas para ser mais eficiente e competitivo, a contrapartida do governo se faz necessária, principalmente na modernização do sistema de financiamento da safra, cujos fundamentos remontam à década de 70.
Ademais, Martins ressaltou que já que os mercados são muito voláteis, com variações extremas de preços, planejar o quê e como produzir é uma tarefa complexa, que “poderia ser bastante favorecida se dispuséssemos de mecanismos sustentáveis de seguro”.