De acordo com o pesquisador Décio Karam, da Embrapa Milho e Sorgo, atualmente no Brasil existem 28 espécies de plantas daninhas resistentes a herbicidas, em diferentes níveis, e cerca de 50 relatos de resistência feitos por produtores em diversas regiões brasileiras.
O avanço das plantas daninhas sobre as lavouras nacionais pode causar enormes prejuízos. Segundo o pesquisador, as perdas econômicas alcançam patamares de R$ 9 bilhões.
“A estimativa do custo de resistência, apenas na área de soja no Brasil, está entre R$ 3,7 bilhões e R$ 6 bilhões, somente computando os gastos para o manejo das espécies resistentes. Porém, quando se insere uma perda de 5% devido à competição imposta por essas plantas, os custos chegam a até R$ 9 bilhões”, destaca.
Associado a essa perda econômica, Karam ainda cita outro dado preocupante: a ausência de novos mecanismos de controle ou manejo da resistência nos próximos 10 anos, já que os ingredientes ativos dos herbicidas são ainda os lançados nas últimas décadas. “Buva, capim-amargoso, capim pé-de-galinha Amaranthus palmeri (identificada em 2015 no estado de Mato Grosso) exigem estratégias para prevenir a resistência. A chave é o manejo integrado”, explica Karam.
Veja abaixo algumas estratégias elaboradas pela Embrapa que podem auxiliar contra a resistência de plantas daninhas.
Rotação de herbicidas;
– Aplicação sequencial;
– Mistura de herbicidas com residual semelhante;
– Aplicação de produtos em escapes;
– Rotação de culturas;
Manejo integrado de plantas daninhas (integração dos métodos de controle);
– Acompanhamento das mudanças da flora;
– Limpeza dos equipamentos.