A produção integrada de diversas culturas pode trazer ganhos expressivos para os produtores do Paraná. Segundo o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), integrar o plantio de milho, soja, feijão e pastagens após a colheita do fumo, pode gerar renda extra de R$ 86 milhões. Para as lavouras do Sul, a estimativa é de um lucro adicional de 600 milhões com a técnica.
Os resultados foram apresentados pelo sindicato durante a realização do dia de campo do programa Milho, Feijão e Pastagens após a Colheita do Tabaco. O programa Milho e Feijão, criado há 30 anos, incentiva a diversificação e o aproveitamento dos insumos e fertilizantes do cultivo do tabaco para manter uma produção a baixo custo na propriedade.
Segundo o secretário da agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, atualmente são aproximadamente 28 mil famílias de agricultores familiares que cultivam tabaco no estado.
Durante o dia de campo foram apresentados alguns modelos de sucesso com o cultivo integrado dessas culturas.
Um exemplo destacado foi o do agricultor José Sirlei de Araújo. Em sua propriedade com 32 hectares, o faturamento total foi de R$ 200 mil no ano. Ele mantém uma área de 20 hectares com plantio de lavouras, sendo 10,2 hectares com tabaco, 10,2 hectares com feijão e 9,7 hectares com soja.