Às 14 h 54 (horário de Brasília), desta sexta-feira (14), o dólar comercial registrava ganhos de 1,21% e era negociado a R$ 5,4290. Enquanto o Ptax subia 0,09%, a R$ 5,3852.
O câmbio passou para o lado positivo nesta sessão com a movimentação técnica de ajustes nas posições depois da desvalorização da véspera, além de dados econômicos desfavoráveis à recuperação econômica da China.
A Agência Nacional de Estatísticas da China (NBS, sigla em inglês) apontou hoje que a produção industrial chinesa desacelerou 4,8% em julho, sobre o mês anterior. As vendas do varejo subiram 7,6%, mas seguem abaixo da expectativa de 8,6% e do salto de 9,8% em junho.
Além disso, os traders seguem cautelosos com os preparativos da próxima reunião por videoconferência entre os representantes dos governos norte-americano e chinês amanhã (15). Novas análises e considerações do acordo comercial serão feitas, apesar das recentes tensões nas últimas semanas.
Atenção também para as discussões econômicas no Congresso dos Estados Unidos e falta de consenso sobre a ajuda de 600 dólares aos desempregados que foi encerrada na sexta-feira, dia 31 de julho. Parlamentares entrarão em recesso até meados de setembro.
Internamente, o cenário político e incertezas econômicas em meio ao contínuo crescimento dos casos e óbitos por coronavírus no Brasil segue no radar.
Apesar disso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 4,89% em junho sobre maio. Mas acumulou uma contração de 10,94% no segundo trimestre do ano, sobre aos três meses anteriores.