Às 14 h 58 (horário de Brasília), desta quinta-feira (23), o dólar comercial registrava ganhos de 1,45% e era negociado a R$ 5,1840. Enquanto o Ptax subia 1,05% a R$ 5,1647.
A moeda acompanha o movimento de ajustes nas posições depois das desvalorizações na véspera e sinais econômicos ruins para o Brasil e Estados Unidos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou hoje que o número de pessoas desempregadas no Brasil totalizou 11,8 milhões em junho como consequência da contínua disseminação COVID-19 pelo país. O resultado mostra uma alta de 17% sobre o salto de 1,7 milhão registrado em maio. A taxa de desocupação passou de 10,7% para 12,4% no mesmo período.
Além disso, não houve novidades sobre a reforma tributária no Senado desde a entrega pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na última terça-feira (21).
Atenção também aos desdobramentos dos testes de possíveis vacinas internacionais do coronavírus em voluntários do estado de São Paulo.
No cenário externo, o mercado se preocupa com os sinais de uma recuperação econômica dos Estados Unidos pós-pandemia mais lenta. O Departamento do Trabalho do país apontou que 1,416 milhão de pessoas deram entrada com os pedidos na semana finalizada no dia 19 de julho, um pouco acima de 1,307 milhão na semana anterior, somando 52,7 milhões no ano.
Ontem (22), o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu fechar o consulado chinês em Houston, no Texas, como consequência dos possíveis ataques cibernéticos aos EUA, colocando em risco a continuidade do acordo comercial.