O dólar comercial perdia 0,66% nesta segunda-feira (19), a R$ 5,6060, às 11 h 10 (horário de Brasília). O Ptax recuava 0,34%, a R$ 5,6037.
No fechamento de sexta-feira (16), o dólar comercial registrou alta de 0,25%, a R$ 5,6440. O Ptax avançou 0,10%, a R$ 5,6226.
O dólar comercial perde força neste início de semana com investidores repercutindo a fala da presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi sobre uma possível retomada nas negociações com a Casa Branca em relação ao pacote de estímulo fiscal para essa terça-feira.
Por outro lado, a China divulgou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,9% no terceiro trimestre, mesmo em movimento positivo, segue abaixo das expectativas do mercado, como já noticiado pela DATAGRO.
Os investidores também estão atentos para as novas medidas restritivas da Europa, que visam conter um maior avanço do coronavírus no continente nesta segunda onda. França e Espanha já haviam anunciado ações mais duras contra a circulação de pessoas.
O Reino Unido também tomou algumas decisões semelhantes. Entretanto, o premiê britânico, Boris Johnson, disse à Câmara dos Comuns que um novo lockdown poderia ser desastroso para a economia do país.
Apesar disso, a taxa de mortalidade global por COVID-19 segue em queda, agora em 2,78% até 18 de outubro, apontam as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) analisadas pela DATAGRO.
No cenário doméstico, o relatório Focus do Banco Central (BC) apontou uma alta para a estimativa de inflação de 2020, indo de 2,47% para 2,65%. A projeção da contração da economia brasileira para o mesmo período caiu para 5%.
O temor em relação ao furo do teto de gastos segue no radar do mercado.
O BC, mais cedo, anunciou leilão de swap tradicional para rolagem de até 10 mil contratos com vencimento em abril e julho de 2021.