Às 11 h 41 (horário de Brasília) nesta sexta-feira (10), o índice Dow Jones Industrial despencava 0,90%, aos 25.838 pontos.
No fechamento de quinta-feira (09), o Dow Jones Industrial caiu 1,39%, aos 25.706 pontos.
O mercado acionário dos Estados Unidos é fortemente pressionado nesta sexta-feira. As perdas do DJI seguem a desvalorização do índice Shanghai Composite que após oito dias em alta. O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou nesta sexta-feira que o Índice de Preços ao Produtor registrou queda de 0,2% no mês de junho contra a expectativa do mercado de alta em 0,4%.
Os avanços do novo coronavírus em território norte-americano também vem chamando a atenção dos investidores dia após dia. Texas e Califórnia registraram aumento de 2% e 3,5%, respectivamente. Os EUA realizaram, em escala nacional, quase 640 mil novos testes nesta quinta-feira, aponta a organização COVID Tracking Project do país.
Em uma conferência realizada no Centro Médico da Universidade do Mississipi, na véspera, foi constatado que os cinco maiores hospitais do estado não possuíam mais leitos de terapia intensiva. A Flórida informou que mais de 20% de suas unidades de terapia intensiva atingiram capacidade máxima.
Apesar da situação complicada dos Estados Unidos, as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) analisadas pela DATAGRO, até dia 09 de julho, demonstram que as taxas de mortalidade do coronavírus em âmbito global continuam em declínio, indo de 4,53% para 4,50% na véspera.
A tensão entre China e Estados Unidos ajuda a pressionar o mercado de ações nesta sexta-feira enquanto a questão de Hong Kong se mostrar um enclave nas negociações. Vale lembrar que Pequim aprovou uma nova lei de segurança nacional que vem gerando polêmicas.
Apesar disso, as ações da empresa Gilead Sciences cresceram 2,4% liderando o Nasdaq 100 depois que o remédio remdesivir apresentou resultados positivos no tratamento da COVID-19. A alemã BioNTech registrou um forte salto de suas ações de 5% após as declarações à imprensa internacional sobre os avanços de uma vacina contra o coronavírus e que espera que ela esteja pronta até dezembro deste ano. A empresa espera produzir 1 bilhão de doses em 2021.