Segundo levantamento da DATAGRO com informações da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério da Economia, as exportações de feijão tiveram recuo neste início de ano. Levando em conta o primeiro trimestre de 2019 e 2020, houve um recuo de 63,43% nos embarques, para 8,29 mil t, ante 22,67 mil t no período no último ano e 18,10 mil t em 2018.
Já no comparativo anual de 2018 e 2019, os embarques de feijão foram de 163 mil toneladas para 166,9 mil t, um aumento 2,4%. A receita gerada nos últimos dois anos foi de US$ 92,08 milhões e US$ 113,60 milhões, respectivamente. Já receita no acumulado até março de 2018 foi de US$ 9,97 milhões, US$ 10,89 milhões em 2019 e US$ 6,42 milhões no primeiro trimestre de 2020.
Tipos mais exportados
Ainda de acordo com as informações da SECEX, o feijão-de-corda (Vigna) é o tipo mais exportado pelo Brasil, com 69,3 mil t em 2018 e 63,3 mil t em 2019. Em seguida, o tipo de corda (fradinho, 45,3 mil t em 2018 e 43 mil t em 2019. Além desses, o feijão-Azuqui registrou 5,6 mil t em 2018 e 13,4 mil t no último ano. O tipo preto registrou saída de 4,7 mil t e 3,6 mil t, em 2018 e 2019, respectivamente.
O Brasil também registrou exportações de outros tipos de feijão com 37,7 mil t e 42,6 mil t nos anos de 2018 e 2019, respectivamente. O feijão em conserva teve exportações de 0,2 mil t e 0,8 mil t nos últimos dois anos, de acordo com dados da SECEX.
Já no primeiro trimestre de 2019 e 2020, os embarques têm registrado baixo desempenho. Sendo o feijão-de-corda (fradinho) com a maior queda, em 73%, indo de 6,2 mil t para apenas 1,7 mil toneladas, seguido do (Vigna) em queda de 47%, indo de 7,3 mil t para 3,9 mil t e o feijão preto, com baixa de 40%, indo de 0,5 mil t para 0,3 mil t.
Os outros tipos de feijão, não especificados pela SECEX, tiveram queda acentuada no embarque do primeiro trimestre em 74%, indo de 8,2 mil t para 2,1 mil t. Feijão branco, Guandu (ervilha), Azuqui e em conserva não tiveram dados significativos.
Portos
No Brasil, os dois principais portos que embarcam feijão são Paranaguá e Santos. No acumulado de 2018 e 2019, foram embarcadas pelo Porto Paranaguá 147,2 mil toneladas e 157,7 mil t, respectivamente. E Porto de Santos de 12,8 mil t e 4,4 mil t, nessa ordem.
Já no comparativo entre o primeiro trimestre de 2019 e 2020, ambos os portos de Paranaguá e Santos registraram quedas em seus embarques de feijão em 61% e 74%, respectivamente. Paranaguá foi de 19,4 mil t em 2019 para 7,5 mil t e Santos de 1,9 mil t para 0,5 mil t no período.
Países
Os principais compradores do feijão brasileiro, independentemente do tipo, são a Índia, Vietnã, Paquistão e Egito, segundo a SECEX. Para a Índia, foram exportados 76,8 mil t em 2018 e 87 mil t em 2019. Para o Vietnã, 41,6 mil t para 34,1 mil t no último ano. Para o Paquistão, 12 mil t para 10,4 mil t e para o Egito foi de 7,6 mil t em 2018 para 14,5 mil t em 2019.
De acordo com as informações dos primeiros três meses de 2019 e 2020, a saída de feijão para a Índia registrou queda de 69%, indo de 9,3 mil t para 2,9 mil t. As vendas para o Paquistão registram queda de 66%, indo de 3,4 mil t para 1,1 mil t. Já os embarques para o Vietnã avançaram 23%, indo de 1,3 mil t para 1,6 mil t no período em 2020.
O fato mais curioso aconteceu com as vendas para o Egito, que foram de 5,3 mil t no primeiro trimestre de 2019 para nenhum registro nos primeiros meses deste ano de 2020 em meio à pandemia do coronavírus.
Em menor escala, a produção de feijão do Brasil também é escoada para outros países como: Portugal, Venezuela, Taiwan, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes.