Os fundamentos do mercado físico de café valem cada vez menos nas bolsas de futuro, agora comandadas por grandes fundos de investimentos com interesses de curto prazo e suas análises lastreadas em programas de algoritmos. A avaliação é do Escritório Carvalhaes em seu mais recente informe semanal.
Segundo o Escritório, diante deste cenário, será necessário o desenvolvimento de novas políticas de apoio aos produtores e de proteção contra os interesses de curto prazo de especuladores e fundos.
Em seu informe, o Carvalhaes chama atenção ainda para o fato de que pela primeira vez, às vésperas do inverno, os estoques governamentais do País estão zerados, e o volume do produto armazenado no setor privado é baixo.
Na avaliação do Escritório, grande parte do que resta nos armazéns será utilizado para, no decorrer de junho, o último do ano safra 2016/17, abastecer o consumo interno (aproximadamente 1,7 milhão de sacas mensal) e atender as exportações (que deverão somar neste mês algo entre 2 e 2,5 milhões de sacas).