A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destacou nesta segunda-feira (03), na reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a importância do seguro rural. “Havendo segurança, os bancos tenderão a emprestar mais, em melhores condições”, pontuou.
De acordo com a futura ministra, a comunicação do agronegócio também precisa mudar. “Chegou o tempo da agropecuária brasileira. Chega de divisão. Precisamos unir esforços. Precisamos conscientizar nossa sociedade sobre o bem que o setor faz ao país.”
O comércio internacional também foi destacado por Tereza Cristina, que revelou que um departamento do Itamaraty cuidará exclusivamente do agronegócio. “Meio ambiente vai conversar com agricultura, com o foco de destravar o agronegócio.”
Segundo a futura ministra, a pasta vai ter como boa novidade, a unificação de todos os portes da agricultura. “Vai dar trabalho. Precisamos aproximar os pequenos agricultores, titular seus lotes, dar-lhes condições.” A defesa sanitária é preocupante, mas necessária, frisou Tereza Cristina. “Temos que adequá-la. Cada um – governo e setor privado – precisa fazer sua parte e assumir suas responsabilidades. Segurança alimentar é necessária para a paz, e o Brasil precisa acabar com o paternalismo. Antes e depois é com o ministério, e a produção é com os produtores”, disse, defendendo a auto-regulação.