No fechamento, às 18 h 40 (horário de Brasília), desta quarta-feira (12), o Ibovespa recuou 0,06% e foi cotado a 102.117 pontos na Bolsa Brasileira (B3).
Em dia marcado por oscilações entre ganhos e perdas, o indicador encerrou a sessão repercutindo o movimento de realização nos lucros, incertezas econômicas nacionais e balanços corporativos.
O mercado assimila as demissões dos secretários especiais de Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, do Ministério da Economia do Brasil depois de uma reunião com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, realizada ontem (11). O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que “houve uma debandada, mas o governo não desistirá das reformas prometidas na campanha eleitoral de 2018”.
Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou hoje que as vendas do comércio varejista cresceram 8% em julho, a segunda alta consecutiva do setor, mas queda mais intensa desde o 2º semestre de 2016 (-5,6%).
A desvalorização de 3,36% nas ações da Eletrobras, 3,10% na Via Varejo e 2,18% na Raia Drogasil também influenciaram o indicador.
Internacionalmente, mercado se preocupa com a falta de um consenso entre os membros do Congresso dos EUA sobre o novo pacote de ajuda para estimular a economia do país, que segue classificado como o epicentro do COVID-19.
O Reino Unido também registrou uma queda recorde de 20,4% no segundo trimestre deste ano, entrando oficialmente em recessão como consequência da pandemia.
Por outro lado, há expectativas em torno da primeira vacina do coronavírus registrada na véspera pela Rússia, chamada de Sputnik V em homenagem ao primeiro satélite lançado ao espaço pela União Soviética com o acréscimo do “v” de vacina.