No fechamento, às 18 h 43 (horário de Brasília), desta quinta-feira (23), o Ibovespa recuou 1,91% e foi cotado a 102.293 pontos na Bolsa Brasileira.
O indicador foi pressionado com o movimento baixista da véspera e desvalorização nas ações de empresas do setor de consumo, imobiliário e finanças. Com destaque à queda de 8,25% na Tim Participações, 7,00% na Via Varejo e 3,94% na Cogna Educação.
Além disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou hoje que 11,8 milhões de desempregados foram contabilizados em junho como consequência do COVID-19, uma alta de 17% sobre o total de 1,7 milhão a mais que o registrado em maio. Com esse aumento, a taxa de desocupação passou de 10,7% para 12,4%.
Internacionalmente, repercute a sinalização de fragilidade na economia norte-americana em meio ao contínuo crescimento na contaminação do coronavírus. O Departamento do Trabalho do país apontou que 1,416 milhão de pessoas deram entrada com os pedidos de auxílio-desemprego na semana finalizada no dia 19 de julho, um pouco acima de 1,307 milhão na semana anterior, somando 52,7 milhões no ano. O resultado apresentado é o primeiro avanço nos pedidos depois de 15 semanas consecutivas de queda.
Os temores sobre a continuidade do acordo comercial assinado no dia 15 de janeiro entre os Estados Unidos e a China também seguem no radar. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse hoje à imprensa internacional que a atitude o governo norte-americano “prejudicou severamente” as relações entre os dois países. Ontem (22), o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu fechar o consulado chinês em Houston, no Texas.