Para expandir ainda mais a produção de etanol de milho em Mato Grosso o Estado também deve voltar suas atenções para a produção de florestas. Foi o que destacou o presidente da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Glauber Silveira, ao participar de evento sobre o tema, realizado na última semana.
“Cada indústria produtora de etanol consome em média de 15 a 20 mil hectares (ha) de floresta, ou seja, para cinco novas plantas serão 100 mil ha, o que equivale a 500 mil ha apenas para atender a demanda da indústria de etanol de milho”, disse Silveira.
Atualmente, as espécies florestais mais plantadas no estado são o eucalipto com 187 mil hectares e a Teca, com 89,6 mil hectares. De acordo com Glauber, até bem pouco tempo, havia uma baixa demanda pela madeira, mas o cenário mudou. “Com a expansão da produção do etanol de milho, começamos a ter mercado com uma rentabilidade que pode ser equivalente a 23 sacas de soja por hectare ano”.
Fausto Takizawa, secretário-geral da Arefloresta, explica que a meta do Programa Produzir, Conservar e Incluir (PCI) até 2030 é atingir 800 mil ha plantados. Para isso, será necessário o plantio de 41 mil hectares de floresta por ano. No entanto, a média dos últimos 10 anos foi de 14 a 16 mil ha por ano. “Para atingir esta meta será preciso R$313 milhões de reais em investimentos”.
Outro entrave, segundo ele, é que a floresta está distante da indústria do etanol. “A maior concentração da produção de Eucalipto está na região de Rondonópolis, mas a maior mercado consumidor está no circuito Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop. Será preciso rever a região de ampliação do cultivo”.