Mercado financeiro na China retoma trabalhos com quedas expressivas

Na volta aos trabalhos das bolsas chinesas nesta segunda-feira (03), o cenário é de baixas expressivas. O índice acionário da Bolsa de Xangai despencou quase 8% no fechamento do dia e o de Shenzeu recuou mais de 8% com aversão ao risco elevada diante do novo coronavírus.

O governo chinês anunciou que até domingo (02) foram confirmados 2.829 novos casos de infecção pelo coronavírus e 57 mortes em 31 regiões provinciais e no Corpo de Produção e Construção de Xinjiang. Outros 5.173 casos são tratados como suspeitos. As mortes ultrapassam 360.

Os investidores retiraram quase US$ 400 bilhões do índice de ações de referência da China nesta segunda-feira, segundo agências internacionais. Essa liquidação ocorre mesmo após o governo fazer uma injeção de recursos, a maior desde 2004.

Apesar de um início de semana tenso desde feriado do Ano Novo Lunar estendido, o Banco Central da China divulgou editorial nesta segunda para explicar o cenário vivenciado pelo país e reforçou que os impactos do coronavírus no mercado financeiro serão temporários e limitados.

“A economia da China é apoiada por sua reforçada resiliência inata e ímpeto de crescimento duradouro que não podem ser facilmente revertidos por um surto de vírus, enquanto o influxo de capitais estrangeiros de mais de 10 bilhões de yuans (US$ 1,44 bilhão) na segunda-feira demonstrou a confiança dos investidores globais no mercado chinês”, disse o artigo. As informações são da agência Xinhua.

O artigo também ressaltou que a China tem a capacidade de produzir suprimentos médicos suficientes e necessidades diárias para resistir ao surto, o que aumenta sua confiança no combate ao vírus.
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