Milho cai fortemente no pregão diurno da CBOT

Às 12 h 24 (horário de Brasília) desta sexta-feira (07), o milho na Bolsa de Chicago perdia 3,50 pontos e 1,12%, a US$ cents 307.75/bushel no contrato de setembro. O dezembro recuava 3,50 pontos e 1,08%, a US$ cents 320.50/bushel.

Os futuros do milho seguem em queda nesta sessão repercutindo, assim como a soja e outros ativos, o conflito diplomático entre EUA e China, principalmente após a proibição de 45 dias das operações do TikTok e WeChat nos Estados Unidos, anunciada na véspera, caso estes aplicativos continuem sob controle de empresas chinesas.

Os avanços do novo coronavírus no EUA também continuam sendo motivo de preocupação. Vale destacar que a maior parte dos contágios vêm dos estados da Califórnia, Texas e Flórida, como noticiado diariamente pela DATAGRO. Apesar de taxas de crescimento da pandemia pelo mundo estáveis, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A tensão diplomática e o avanço do coronavírus também impactam as negociações do petróleo, com quedas de mais de 1% da commodity, e reflexos na competitividade do etanol nos Estados Unidos.

Por outro lado, foi divulgado na véspera o registro semanal de exportação dos EUA, pelo Departamento de Agricultura do país (USDA, sigla inglês), que apontou mais de 2,70 milhões de toneladas do cereal das safras atual e nova. Para entregas durante o ano 2020/21, foram vendidas 2,60 milhões de t até o dia 30 de julho.

O volume representa uma alta de 307% sobre as 639 mil t da semana anterior e ficou mais de 200% acima da média semanal de 840 mil t para totalizar as projeções na safra. Do total na semana, 1,94 milhão de t foram compradas pela China.