No fechamento desta segunda-feira (13), às 16 h 54 (horário de Brasília), o contrato de setembro do milho cotado na Bolsa Brasileira afundou 2,86% e foi negociado a R$ 46,51/saca (no pregão anterior fechou a R$ 47,88/saca). Enquanto o novembro registrou perdas de 2,59%, a R$ 47,98/saca (sobre R$ 49,26/saca).
O mercado repercutiu a forte desvalorização de 13,25 pontos na soja, 8,50 pontos no milho e 9,25 pontos no trigo mole negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) com dados dos embarques da última semana atualizados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês). Além da previsão de clima melhora para o desenvolvimento das lavouras do Meio-Oeste do país.
Internamente, o dia repercutiu o movimento baixista do último pregão e embarques do cereal brasileiro na última semana abaixo do necessário.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, apontou hoje que os embarques semanais totalizaram 522,5 mil toneladas até o dia 10 de julho, uma alta de 82% sobre as 286,9 mil t da semana anterior. Mas 59% abaixo da média semanal de 1,29 milhão de t necessária para totalizar a safra 2020/21.
Por outro lado, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou mais cedo que uma frente fria avança para o litoral de São Paulo ainda hoje e no Sudeste do país durante a semana, provocando pancadas de chuvas ruins para a colheita da safrinha. Já no Sul, o frio intenso predomina com geadas na região da Campanha gaúcha, mas tempo firme em outras regiões.