No fechamento às 15 h 30 (horário de Brasília), desta sexta-feira (24), o contrato de setembro registrou perdas de 1,75 ponto e 0,53% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ cents 326.25/bushel. O dezembro caiu 0,50 ponto e 0,15%, a US$ cents 335.00/bushel. Os contratos mais longos avançaram de forma leve.
Os principais contratos refletiram a movimentação técnica de realização nos lucros depois da valorização na véspera e temores políticos e comerciais entre os EUA e a China. O governo chinês mandou fechar hoje consulado norte-americano em Chengdu, como retaliação ao anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez o mesmo com o consulado asiático na última quarta-feira (22). Aumentando consideravelmente os temores sobre a continuidade mais acelerada do acordo comercial assinado no dia 15 de janeiro entre os países.
Além disso, o mercado se atenta à previsão de chuvas na maior parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, apesar de tempo firme neste final de semana, segundo o Centro de Previsão Meteorológica (WPC, sigla em inglês), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês).
Atenção também para a possível segunda onda de contaminação do coronavírus nos estados norte-americanos da Califórnia, Texas e Flórida depois da reabertura das atividades econômicas nas últimas semanas, além de países na Europa e Ásia.
O avanço na colheita da safra 2019/20 de milho na Argentina que chegou a 94,6% da área prevista também repercutiu no dia. O resultado apontado ficou 4,2% acima da semana anterior e 26% no comparativo anual, conforme o relatório da da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA).