Às 14 h 46 (horário de Brasília), desta terça-feira (10), o contrato de dezembro do milho saltava 12,75 pontos e 3,25% na Bolsa de Chicago (CBOT), negociado a US$ cents 420.25/bushel. O março subia 13,00 pontos e 3,13%, a US$ cents 428.25/bushel.
Os preços assimilam os cortes na produção e nos estoques de milho 2020/21 dos Estados Unidos e do mundo. Além do otimismo voltado para a demanda aquecida com venda diária de 130 mil toneladas de milho para a Coreia do Sul do ano comercial 2020/21.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês), a produção da safra atual foi estimada em 368,49 milhões de toneladas em novembro ante expectativa de 372,80 milhões de t e 373,95 milhões de t em outubro.
Os estoques do país ficaram em 43,23 milhões de t, abaixo das 52,00 milhões de t esperadas e das 55,04 milhões de t no mês passado. O estocado no mundo da safra ficou estimado em 291,43 milhões de t, também abaixo das 300,45 milhões de t em outubro e das 296,70 esperadas pelos analistas.
Em relação ao clima, chuvas são previstas para áreas do Meio-Oeste dos Estados Unidos pelos próximos cinco dias e devem desfavorecer os trabalhos de colheita, segundo previsão do Centro de Previsão Meteorológica (WPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês). Apesar do USDA apontar avanço de 9 pontos percentuais na colheita do cereal finalizada na semana do dia 08 de novembro.
Os ganhos de 35,50 pontos no spot da soja e 13,00 pontos no trigo mole na CBOT em função do corte na produção e nos estoques da safra 2020/21 dos EUA e do mundo também repercutiram.