Às 12 h 36 (horário de Brasília) desta quinta-feira (27), o milho na Bolsa de Chicago caía 7,25 pontos e 1,96% no contrato de março, negociado a US$ cents 363.25/bushel. O contrato de maio recuava 7,00 pontos e 1,87%, a US$ cents 367.50/bushel.
Os futuros do cereal assim como as demais commodities (soja e trigo) vem sendo pressionadas neste pregão diurno pelas preocupações com o coronavírus e os dados dos registros de exportação da última semana, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês).
O novo boletim de registros semanais de exportação divulgado pelo USDA mostra queda de 30,7% para o cereal na semana encerrada no dia 20 de fevereiro, indo de 1.249 mil toneladas para 865 mil t referente a temporada 2019/20.
Em 2020/21, os registros demonstram forte avanço indo de apenas 1 mil toneladas para 114 mil t no período.
Outro fator que vem afetando os futuros das commodities é o COVID-19. A entrevista coletiva de Donald Trump na véspera não tranquilizou o mercado. O presidente dos EUA disse que o país está bem preparado e que o risco do surto se proliferar é baixo.
Após isso, um novo caso do vírus foi detectado na California em uma pessoa que não viajou para as áreas de risco ou teve contato com alguém com a doença, elevando as preocupações em relação aos meios de contágio.
Já foram registrados 82.524 casos do COVID-19 e 2.812 óbitos até esta manhã de quinta-feira em todo o mundo. Segundo dados colhidos pela DATAGRO, o percentual de casos confirmados em todo o mundo seguiu em 1% e de mortos caiu de 2% para 1% entre 25 e 26 de fevereiro.
Os investidores também estão atentos às expectativas para a safra brasileira.