No fechamento às 15 h 30 (horário de Brasília), desta terça-feira (22), o contrato de dezembro registrou perdas de 0,50 ponto e 0,14% na Bolsa de Chicago (CBOT), negociado a US$ cents 369.25/bushel. O março caiu 0,50 ponto e 0,13%, a US$ cents 378.75/bushel.
O cereal recebeu impacto negativo da véspera e do movimento técnico de realização nos lucros depois das oscilações entre ganhos e perdas no início da sessão.
Além disso, o mercado acompanha a informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) de que houve avanço nos trabalhos de campo do cereal do país na última semana. A colheita de milho norte-americano atingiu 8% da área prevista até o dia 20 de setembro, uma alta de 3 pontos percentuais sobre os 5% na semana anterior. As condições boas/excelentes também registraram leve melhora de 1 ponto percentual, indo para 61% no mesmo período ante 60% na semana anterior.
Há preocupações com a demanda em meio aos temores por novos lockdowns para conter o novo crescimento de casos de COVID-19 em países da Europa.
Já em aspecto positivo aos preços, as novas vendas diárias realizadas hoje e reportadas pelo USDA limitaram as perdas. Cerca de 140 mil toneladas do cereal da safra 2020/21 dos EUA foram vendidas para a China, aumentando o otimismo sobre o cumprimento do acordo comercial e 320 mil t para destinos não revelados.
Em relação ao clima, as previsões apontam que a semana será marcada por tempo seco na maior parte do Meio-Oeste dos EUA, podendo prejudicar o desenvolvimento da soja e do milho. Apesar da possibilidade de chuvas fracas em pontos isolados do Sul da região produtora, segundo o Centro de Previsão Meteorológica (WPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, sigla em inglês).