Petróleo registra queda mais expressiva desde abril nesta quinta-feira

Às 16 h 24 (horário de Brasília), desta quinta-feira (11), o contrato de junho do WTI recuava 9,90% e era negociado a US$ 35,68/barril.

O petróleo registra durante a maior parte da sessão a queda mais expressiva desde abril deste ano. A pressão vem de uma alta recorde nos estoques do óleo nos Estados Unidos e preocupações com a demanda diante de aumento de casos do coronavírus após flexibilização do isolamento social no país.

Segundo dados da Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), os estoques de petróleo dos EUA subiram 5,7 milhões de barris na semana até 5 de junho, para 538,1 milhões de barris, um recorde. O número surpreendeu o mercado, que esperava queda de 1,2 milhão de barris no período.

Além disso, há temores com uma nova onda de coronavírus e mais impactos para a demanda. Os estados norte-americanos do Texas e Carolina do Norte têm atualmente mais pacientes com Covid-19 hospitalizados do que há um mês após o fim do isolamento social em diversas localidades dos EUA.

Apesar disso, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disse que não há chances de fechamento da economia norte-americana caso haja uma segunda onda de infecções.