Petróleo WTI avança mais de 1% nesta terça-feira

Às 16 h 29 (horário de Brasília), terça-feira (14), o petróleo WTI registrava ganhos de 1,93%, negociado a US$ 40.19/barril na Bolsa de Nova York.

O mercado acompanha a informação de que a China importou para consumo 11,8 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo em setembro, alta de 5,5% sobre agosto e de 17,5% em relação ao ano anterior. Os dados sugerem uma recuperação econômica do país ainda em meio à pandemia do COVID-19, visto que é o maior importador do combustível, apesar do resultado ficar abaixo do nível recorde de 12,94 milhões de bpd em junho.

A Consultoria DATAGRO também constatou uma queda no percentual de variação diário dos casos de coronavírus no mundo, indo de 0,8% para 0,7% entre os dias 11 e 12 de outubro. Já os óbitos recuaram de 0,4% para 0,3%.

A taxa de mortalidade global também caiu de 2,86% para 2,85% no período.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a prever a retração do Produto Interno bruto (PIB) mundial em 2020 em 4,4%, uma leve melhora de 0,5 ponto percentual sobre o tombo de 4,9% previsto em junho deste ano.

Também há expectativa para o novo relatório de estoques dos EUA que será divulgado amanhã (14) pelo Instituto Americano do Petróleo (API, sigla em inglês), com um dia de atraso por conta do feriado Columbus Day na véspera.

Por outro lado, o mercado se preocupa com a informação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu sua estimativa de crescimento da demanda mundial em 2021 de 6,62 milhões de barris por dia (bpd) para 6,54 milhões de bpd. Mas a projeção para 2020 foi mantida em queda de 9,5 milhões de bpd.

Os temores em torno do controle do coronavírus e da recuperação econômica global também limitaram os ganhos da sessão. A Johnson & Johnson interrompeu temporariamente seus testes clínicos da vacina contra o COVID-19 com relato de um voluntário com doença inexplicada.