Às 16 h 26 (horário de Brasília), desta segunda-feira (10), o petróleo WTI registrava ganhos de 1,89%, negociado a US$ 42.00/barril na Bolsa de Nova York.
O preço reflete o movimento técnico de ajustes nas posições depois da desvalorização nos últimos dois pregões.
Além disso, repercute a notícia de que o Iraque deve reduzir sua produção de petróleo em mais de 400 mil barris por dia (bpd) entre agosto e setembro a fim de compensar o relaxamento da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+).
A Noruega também informou sua produção poderá cair até 231 mil bpd em setembro e fará parte da aliança para evitar o excesso de petróleo no mundo.
Os sinais de recuperação econômica da China e, consequentemente, da demanda também colabora com a sustentação desta tarde. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do país subiu a 52,8 no mês passado, sobre 51,2 em junho. O resultado é considerado o terceiro mês seguido de crescimento e o maior salto desde janeiro de 2011.
Em relação à economia norte-americana, o presidente, Donald Trump, assinou neste sábado (08) um decreto executivo que concede aos americanos desempregados uma ajuda de 400 dólares semanais até o final do ano para aliviar as dificuldades enfrentadas pelo coronavírus. Mesmo assim, o mercado espera que os negociadores democratas e republicanos cheguem a um acordo em breve sobre o novo pacote de estímulo depois de uma semana de discussões no Congresso.
O crescimento exponencial na contaminação por coronavírus nos EUA também segue no radar, principalmente nos estados da Califórnia, Flórida e Texas. Nas últimas 24 horas o país registrou um salto de quase 49 mil novos casos.