Às 16 h 26 (horário de Brasília), desta quarta-feira (27) o contrato de junho do WTI recuava 4,80% e era negociado a US$ 32.70/barril na Bolsa de Nova York.
A commodity reflete a expectativa do mercado de que a Administração de Informação e Energia (EIA, em inglês) apresente seu próximo relatório amanhã, dia 28, com queda de 2,5 milhões de barris nos Estados Unidos na semana finalizada no dia 22 de maio, quase metade do que foi registrado na semana terminada em 15 de maio.
Além disso, as preocupações seguem voltadas para as tensões comerciais e políticas estabelecidas entre o governo norte-americano e chinês nos últimos dias em meio às tentativas de cumprimento da primeira fase do acordo comercial diante da pandemia. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar trabalhando em uma forte resposta à proposta de lei de segurança da China em Hong Kong.
Atenção também à recuperação econômica de países passaram pelo período de bloqueio social para conter o COVID-19, mas que terão impactos negativos à longo prazo. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse hoje que a economia da zona do euro deve encolher entre 8% e 12% neste ano.
Por outro lado, os cortes na produção global realizados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (OPEP+) desde o dia 1º de maio já totalizaram 6 milhões de barris por dia (bpd) até a semana passada. Os membros do grupo devem se reunir em junho para novas discussões sobre a manutenção ou não de cortes em suas produções.