Às 16 h 50 (horário de Brasília), quinta-feira (10), o petróleo WTI registrava perdas de 2,42%, negociado a US$ 37.10/barril na Bolsa de Nova York.
O mercado assimila de forma negativa a informação da Administração de Informações de Energia (EIA, na sigla em inglês) de que os estoques de petróleo dos Estados Unidos cresceram 2,0 milhões de barris na semana encerrada em 4 de setembro. O resultado superou as expectativas de queda de 1,3 milhão de barris.
Ontem (09), o Instituto Americano do Petróleo (API, sigla em inglês) atualizou seus dados sobre os estoques com aumento de 2,970 milhões de barris no mesmo período, acima da queda de 1,335 milhões de barris esperados pelo mercado.
Com isso, os investidores temem que a demanda global, principalmente a da China, não se recupere conforme o esperado ainda em meio à pandemia do COVID-19. O setor de energia norte-americano também está incluso no acordo comercial assinado entre as potências, apesar das recentes tensões estabelecidas.
Além disso, autoridades chinesas afirmaram hoje que o plano quinquenal de 2021 a 2025 do país será discutido no mês que vem, estabelecendo aumento das reservas estatais de petróleo, metais e produtos agrícolas.
As atenções também permanecem voltadas para a redução de preços da Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+), em resposta ao cenário de baixo escoamento. O grupo deve se reunir na próxima quinta-feira, dia 17, para o novo monitoramento do mercado.