Produtor quer ser ouvido na formulação da Lei do Pantanal

O Sindicato Rural de Poconé com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) se reuniu nesta semana com mais de 50 produtores rurais do município para discutir o projeto de lei nº 750 sobre o bioma Pantanal, que tramita desde 2011 no Congresso Nacional.

O sindicato defende que o projeto não seja regulamentado sem antes ouvir o homem pantaneiro, que é um dos principais responsáveis pela conservação do bioma pantanal. A gestora do Núcleo Técnico da Famato, Lucélia Avi, fez uma explanação técnica e análise do projeto elencando pontos que devem ficar claros no PL-750, como por exemplo, a especificação do que realmente é o Bioma Pantanal e suas delimitações.

“A proposta do projeto apresenta uma série de formulações imprecisas já começando com a definição do Bioma Pantanal, deixando margem para interpretações divergentes e danosas para o manejo sustentável e a proteção do bioma”, destacou Lucélia.

Lucélia explicou também que o Bioma Pantanal inclui a Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai (BAP), que abrangem regiões distintas e formas de manejos bem diferentes, cada uma com suas peculiaridades, com diferentes tipos de vegetação Cerrado, Floresta, Campos e a Planície Inundável.

A preocupação dos pantaneiros é que se o projeto for aprovado da forma que está, os efeitos poderão ser prejudiciais à economia do município de Poconé e região. “Não somos contra a proposta de se criar uma política de gestão e proteção ambiental do Pantanal, porém defendemos que sejam ouvidos aqueles que realmente conhecem a realidade do Bioma Pantanal”, defendeu presidente do Sindicato Rural de Poconé, José Mário de Assis e Silva.