
O mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) trouxe informações mistas para o mercado de grãos, mas com viés negativo para soja, milho e trigo, diz análise semanal do analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Júnior.
“As alterações sobre o relatório anterior foram importantes, resultando em ajustes expressivos nos padrões de preços no mercado de futuros da Bolsa de Chicago (CBOT)”, ressalta França Júnior.
Soja
O analista destaca que no pregão do dia do relatório [12 de setembro], a soja chegou a cair no momento da divulgação, mas acabou fechando em alta, devido aos rumores de retomada das negociações entre EUA e China. “Entretanto, a alta foi anulada nos dois pregões seguintes, fechando a semana com queda de 1,3%.” França Júnior assinala como pontos negativos, o aumento da projeção de produção [127,73 milhões de toneladas] e estoques [23 mi tons] da safra nova dos EUA, e estoques finais mundiais do novo ciclo [108,26 mi tons].
Milho
No milho, o analista cita como pontos negativos, o aumento na produção [376,62 mi tons] e nos estoques [45,06 mi tons] da safra nova dos EUA, além dos estoques mundiais da safra velha [194,15 mi tons] e nova [157,03 mi tons], superando as expectativas do mercado. “No dia do relatório, a posição spot fechou em queda de US$ 13.75 cents. Mas, também recuando um pouco mais no pregão seguinte, fechando a semana em queda de 4,9%.”
Trigo
No trigo, França Júnior acentua como destaque a manutenção da produção 2018/19 nos EUA [51,08 mi tons], já que o mercado aguardava queda, e aumento nos estoques finais globais da safra velha [274,36 mi tons] e nova [261,29 mi tons]. “De positivo, a manutenção dos estoques finais da temporada nova nos EUA [29,95 mi tons], enquanto se esperava por elevação. A posição spot fechou em queda muito forte de US$ 12.00 cents/bushel, fechando a semana com recuo de 1,3%.”