A produção brasileira de café em 2017 deve atingir o volume de 45,5 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa divulgada hoje (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica redução de 11,3% em relação ao montante produzido no ano passado (51,4 milhões de sacas).
Do total produzido, 78% deve ser do tipo arábica, com 35,4 milhões sacas, queda de 78%. Segundo a Conab, o ciclo de bienalidade negativa do grão é responsável pelo resultado na produção, apesar das boas condições climáticas nas principais zonas de produção de Minas Gerais – maior produtor nacional, com 25,4 milhões de sacas.
Por outro lado, o conilon, que responde por 22% do total produzido, deve registrar crescimento de 26,9% frente ao ciclo anterior, com uma produção estimada de 10,1 milhões de sacas. A elevação se deve à recuperação da produtividade nos estados do Espírito Santo, da Bahia e de Rondônia, em razão da maior utilização de tecnologia do café clonal, de mais investimentos nas lavouras e das boas condições climáticas.
A expectativa é de queda de 0,5% na área total cultivada, devendo ficar em 2,2 milhões de hectares (341,4 mil hectares em formação e 1,9 milhão de hectares em produção). Há previsão de queda de 4,1% na área em produção por ser um ano de bienalidade negativa para o café arábica, onde parte da área é manejada.
