O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias Primas para Fertilizantes (Sinprifert), que representa os produtores nacionais (exceto Petrobras), divulgou nesta sexta-feira (27) nota em que manifesta preocupação com o anúncio referente à interrupção da produção das unidades de amônia e ureia da Petrobras de Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE).
No comunicado, o sindicato alerta que o encerramento da produção destas unidades aumentará o déficit no suprimento nacional de amônia e ureia, incrementando a dependência de importação destes insumos que afetam diretamente a competividade da produção agrícola do Brasil.
Na nota, o Sinprifert afirma que entende ser necessário esforço conjunto para elaboração de políticas que viabilizem o fornecimento de gás natural como matéria-prima, no sentido de aumentar a atratividade e assegurar a produção de amônia nacional. De acordo com o sindicato, a viabilidade da produção de amônia nacional favorecerá a manutenção e geração de empregos nessa cadeia produtiva que é determinante para a produção de fertilizantes, alimentos e químicos no Brasil.
O Sinprifert salienta que o fechamento das plantas de amônia e ureia da Petrobras intensificam as assimetrias de competição com o produto importado, e enfraquecem mais a indústria nacional de fertilizantes, a qual já registra queda de participação no mercado brasileiro a cada ano.