Às 11 h 49 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), a soja na Bolsa de Chicago no contrato de agosto perdia 1,00 ponto e 0,11%, a US$ 894.25/bushel. O setembro se desvalorizava 1,50 ponto e 0,17%, a US$ 900.00/bushel.
O mercado passa a cair em ajustes ante a alta da véspera, além de repercutir as melhores informações climáticas para lavouras nos Estados Unidos. Além disso, operadores se posicionam à espera da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) nesta tarde.
Por outro lado, houve otimismo na véspera com o registro semanal de exportação da soja da safra 2019/20 dos EUA que totalizou 952 mil toneladas até dia 02 de julho, uma alta de 293,39% sobre a semana anterior e acima da média, segundo dados do USDA e apuração da DATAGRO. No período, houve registro de 461 mil t para a China.
Já na safra 2020/21, foram registradas mais 382 mil t da oleaginosa ante 842 mil t na semana anterior, com queda de 54,63%, e média semanal de 932 mil t para totalizar as estimativas na temporada.
Apesar do bom resultado semanal nas vendas, a crescente tensão entre China e Estados Unidos ajuda a pressionar os futuros ainda mais enquanto o mercado espera o cumprimento do acordo comercial “fase 1” entre as potências. A questão de Hong Kong continua sendo o principal fator de cautela na relação.
O aumento de casos de coronavírus nos EUA também continua sendo um fator de atenção nesta sexta-feira em diferentes esferas do mercado, enquanto o país continua seu processo de reabertura econômica após um intensivo lockdown.