Às 13 h 15 (horário de Brasília), desta terça-feira (02), o contrato de julho da soja operava com ganhos de 8,75 pontos e 0,98% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ cents 849.00/bushel. O agosto subia 8,00 pontos e 0,95%, a US$ cents 851.25/bushel.
O mercado assimila a informação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla inglês) de que a China realizou hoje novas compras de 132 mil toneladas da oleaginosa norte-americana, com entrega no ano comercial 2020/21. A notícia veio um dia depois de o governo chinês pedir que suas empresas estatais suspendessem a importação de alguns produtos dos Estados Unidos, incluindo agrícolas, como soja e carne suína, em meio às tensões entre os países e pandemia.
O otimismo do mercado também segue voltado para a desaceleração do coronavírus e possível recuperação econômica global em breve. A DATAGRO Consultoria analisou os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e constatou que o percentual de casos e óbitos no mundo causados coronavírus permaneceram em 2% e 1%, respectivamente, entre os dias 28 de maio e 1º de junho. A taxa de mortalidade passou 5,98% para 5,93% entre o dia 31 de maio e 1º de junho.
Além disso, os embarques norte-americanos da soja totalizaram 396 mil toneladas até a semana do dia 28 de maio, uma alta de 15% sobre as 343 mil t na semana anterior, segundo o USDA. Mas ficaram 49% abaixo da média semanal de 743 mil t necessária para totalizar a safra atual.
Por outro lado, o plantio de soja nos EUA atingiu 75% da área até o dia 31 de maio, acima dos 65% na semana anterior, conforme o relatório divulgado pelo USDA. Os trabalhos estão bem mais adiantados do que no mesmo período de 2019, com 36% e da média de cinco anos de 68%. Essa foi a primeira vez que a condição das lavouras atingiram 70% dos campos em situação boa ou excelente.