Soja registra alta leve neste pregão diurno da CBOT

Às 11 h 41 (horário de Brasília) desta terça-feira (14), a soja na Bolsa de Chicago no contrato de agosto subia 4,00 pontos e 0,46%, a US$ 878.00/bushel. O setembro avançava 2,25 pontos e 0,26%, a US$ 873.75/bushel.

Os futuros da soja continuam valorizados nesta manhã sustentados pelas informações da véspera do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em inglês) sobre os estágios e condições das lavouras norte-americanas indicando leve piora, apesar da indicação de clima mais favorável.

Foi apontado que as lavouras em condições boas/excelentes representavam 68% até o dia 12 de julho, ante 71% na semana anterior. As áreas com condição regular atingiram 25% e ruim/muito ruim representavam 7%.

Outro fator de alta foi a venda reportada pelo USDA mais cedo de 129 mil toneladas de soja para a China na temporada 2020/21. Essa informação mantém a confiança do mercado no acordo comercial “fase 1”, apesar das rusgas políticas entre Pequim e Washington.

Por outro lado, o USDA também apresentou o relatório de embarques semanais com 483 mil toneladas totalizadas da oleaginosa até dia 09 de julho, uma queda de 14% sobre as 561 mil t embarcadas na semana anterior e 52% abaixo da média semanal de 1 milhão de t necessária para totalizar a safra.

Ainda sobre a China, segundo a imprensa internacional, o retorno das compras do país após o bloqueio por coronavírus pode voltar a animar os mercados. De acordo com dados alfandegários, as importações aumentaram 3% em relação a 2019, para US$ 167,2 bilhões, e 3,3% em junho ante maio. Sobre os bens norte-americanos, as importações subiram 10,6%, para US$ 10,4 bilhões.

As importações de soja pelos chineses atingiram recorde de 11,16 milhões de t em junho.