Às 12 h 00 (horário de Brasília) desta sexta-feira (07), a soja na Bolsa de Chicago no contrato de setembro registrava perda de 4,25 pontos e 0,49%, a US$ 870.50/bushel. O novembro recuava 4,50 pontos e 0,51%, a US$ 873.50/bushel.
Os futuros da oleaginosa acompanham a atenção global nas tensões entre Estados Unidos e China, principalmente após a proibição de 45 dias das operações do TikTok e WeChat nos Estados Unidos, anunciada na véspera, caso estes aplicativos continuem sob controle de empresas chinesas. A notícia de que Washington enviará uma delegação de alto escalão para Taiwan, fato inédito desde 1979, também pesa.
Os temores são de que a longo prazo essa situação se agrave ainda mais, podendo ocasionar no rompimento do acordo comercial “fase 1” firmado entre as duas potências no início do ano. Apesar disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla inglês) informou hoje a venda de 456 mil toneladas de soja para a China no ano comercial 2020/21.
A previsão climática favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, com chuvas pelos próximos sete dias em praticamente todo o Meio-Oeste, pesa nas negociações da oleaginosa também, assim como as expectativas positivas em outras origens, como o Brasil.
O relatório de registros semanais de embarques pelo USDA, divulgado na véspera, ajuda a minimizar as perdas nos futuros da oleaginosa, com 1,75 milhão de t nas duas safras. Do ano comercial 2020/21, foram 1,40 milhão de t da oleaginosa vendidas na semana finalizada no dia 30, sendo 474 mil t para a China (abaixo das 1,98 milhão de t na semana passada).
Uma queda de 58% sobre as 3,34 milhões de t na semana anterior, mas o volume na safra ficou 80% acima da média semanal necessária para totalizar a safra.